Mamebox: O Hiato

August 7, 2011

Olá pessoal

Só quero dizer que o projeto Mamebox continua vivo e bem, apenas tive que dar uma pausa na construção devido à compromissos anteriores. Aos que me cobraram a falta de fotos, aqui tem uma das laterias que cortei.

Laterais Mamebox

Espero retornar ao projeto nos próximos dias. O progresso será lento pois estou trabalhando em uma prova de conceito de um novo lançador para os emuladores. Mais sobre isso em um próximo post.

Até lá.

 

 

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Viaje com tudo pago para Orlando, Flórida!

July 17, 2011

Não é truque, não é mágica, não é SPAM, não é sorteio e nem é concurso! Se você acha que tem o que é necessário para participar, basta você mostrar que é um Ubuntu Super Star e com isso ganhar um patrocínio para o UDS-P.

O evento mais importante de desenvolvimento do Ubuntu ocorrerá de 31 de Outubro a 4 de Novembro em Orlando, Flórida, Estados Unidos e as inscrições para o patrocínio da Canonical estão abertas.

Se você contribui de forma efetiva e constante para o Ubuntu, apresse-se, você tem que fazer seu pedido até 24 de Agosto!

Tradutores, empacotadores, escovadores de bits e entusiastas em geral, uni-vos e compareçam ao evento que molda o futuro do nosso sistema operacional preferido. Lembre-se que desta vez o UDS será extra-especial pois será definida a vesão 12.04 LTS e isso só acontece a cada 2 anos!

Uma dica: se você é um membro ativo da Comunidade e nunca foi a um UDS, deixe isso claro no seu pedido e aumente suas chances!

Espero encontrar muitos brasileiros por lá então, mãos à obra!

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MameBOX: A Eletrônica – Parte 2.1

July 14, 2011

Como o gabinete está meio parado devido a uma forte gripe, deixa eu falar um pouco mais sobre a eletrônica do gabinete.

No post anterior falamos um pouco sobre os controles e agora vem a pergunta: como liga-los no PC? Existem duas maneiras básicas, usando um teclado hackeado ou uma interface dedicada.

Usando um teclado

Se você quer ser mesmo “hardcore” e/ou está com a grana estupidamente curta e/ou tem uma paciência de Jó, esta pode ser uma alternativa interessante. A ideia baseia-se no fato que os emuladores podem usar teclados para controlar jogos e que as teclas de um teclado nada mais são que interruptores, do mesmo modo que os microswitches do joystick e dos botões. Assim, podemos usar um teclado comum para acionar nossos controles. Apesar de prático e barato, este método tem algumas desvantagens:

  • É bem trabalhoso e propenso a erros devido à natureza das alterações que você vai ter que fazer.
  • É propenso a três erros chamados ghosting, masking e key blocking. Não entrarei em detalhes aqui pois são erros que podem ou não ocorrer dependendo do teclado mas, em resumo, teclados modernos funcionam através de uma matriz que é rastreada. Dependendo da combinação de teclas apertadas simultaneamente, comandos espúrios podem aparecer ou teclas podem não responder.
  • Parece que teclados USB não enviam mais que 6 teclas apertadas simultaneamente o que pode ser um problema para jogos de luta e/ou em dupla.

Se, de qualquer maneira, você quiser se aventurar, o processo é basicamente o seguinte:

  1. Desmonte um teclado, retirando dos os componentes de suporte e teclas até ficar com as membranas (figura 1) e controladora (figura 2).
  2. Como você pode ver, as membranas (ainda presas) são os pontos de contato de cada tecla. O que você precisará fazer agora é seguir os traços de ambos os lados das membranas (estas podem ser separadas uma da outra para facilitar a visualização) e ver a que pontos este correspondem nos contatos da controladora (em cima, à direita). Mapeie apenas as teclas que irá usar. Feito isso, você já sabe quais contatos fechar na controladora para que este emita a tecla desejada e pode agora criar a fiação que será ligada aos botões e joystick (figura 3).

    Figura 1

    Figura 2

Em teoria parece fácil mas é na verdade bastante trabalhoso. Eu tentei e depois de duas horas resolvi partir para uma solução mais amigável.

O Controlador Dedicado

Existem no mercado controladores prontos que, ironicamente, imitam um teclado mas já vem configurados especificamente para usar em um gabinete de jogos e não tem os problemas que citei acima, ghosting, masking, etc.

Eu optei pelo I-PAC da Ultimarc. Como podem ver na figura 4, ele já vem configurado para as configurações de controle mais comuns para 2 jogadores mas isso tudo é configurável através de um programa que pode ser baixado do site. Basicamente é ligar os fios dos controles, ligar o cabo USB dele no PC e está feito.

Figura 4

Além desta existem versões para mais e menos controles, entradas analógicas, etc.

Lembrando que o trackball que mostrei ontem não necessita de um controlador já que é apenas um mouse metido à besta, a eletrônica do nosso painel de controle está pronta.

Ficamos por aqui hoje, um post mais curtinho pois ainda estou meio baqueado. Tudo correndo bem, amanhã volto a dar uma de marceneiro e boto o gabinete de pé. Até lá!

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MameBOX: A Eletrônica – Parte 2.0

July 12, 2011

Epa! Como assim parte 2.0 se a do gabinete mal começou?

Bem, eu escrevi sobre o gabinete até o ponto atual da construção e aí resolvi falar um pouco da parte eletrônica como os controles, marquise, etc então, para ter uma maneira de dividir os tópicos, chamei este de 2.0 e assim, o próximo sobre o gabinete será 1.1, o primeiro sobre o software 3.0 e assim por diante, como uma lista numerada.

Isto esclarecido (ou ao menos dito) vamos ao que interessa.

Controles

Para mim, o ponto mais crítico de um projeto como este são os controles. Neles se dará toda a interação do usuário e é uma das partes mais complexas de se montar, merecendo uma atenção toda especial.

Falando dos controles individualmente, existe um conjunto que pode ser combinado de diversas maneiras. Vou cita-los e explicar brevemente o uso de cada um deles.

Botão

Pode parecer básico demais falar nos botões mas existem vários tipos. Antes de mais nada, fuja dos que não tem microswitch. Eles não irão durar nada e falham muito na resposta. Tirando este detalhe, todos eles são mais ou menos parecidos. A maior variação é se a área de pressão, onde você aperta, é côncava ou convexa. O mais comum para nós é o convexo sendo o côncavo é mais encontrado no Japão.

Eu comprei dois tipos: os que serão usados primariamente são os da figura 1, comprados na xgaming e são bastante bons. O segundo tipo eu comprei como experiência no velho conhecido dealextreme (figura 2) e na verdade não são nada ruins embora os da xgaming tenham um acabamento melhor.

Figura 1

Figura 2

 Joystick

Controle polêmico pois cada um tem seu preferido. As variações básicas referem-se ao tipo de empunhadura e número de vias ou “ways”.

A empunhadura pode ser em esfera (ball top, figura 3) ou alongado (bat top ou de competição, figura 4) sendo os primeiros mais comuns em equipamentos e jogos japoneses.

Figura 3

Figura 4

O número de caminhos, ou “ways” é tema de intensos debates e refere-se a quantas direções separadas um joystick tem. Em um 4 caminhos ou direções, temos apenas cima, baixo, esquerda e direita enquanto um de 8 apresenta estes mais as respectivas diagonais. Este são os tipos mais comuns mas existem joysticks com 32, 48 e até 192 direções! A maioria dos joysticks tem 4 microswitches e são configuráveis para funcionar como 4 ou 8 ways, no geral apenas permitindo que mais de um microswitch seja pressionado ou não, alguns tem até um restritor mecânico que impede que qualquer outro movimento seja fisicamente possível.

Qual o melhor? Aí que começa o debate. No geral, 4 ways são melhores em jogos tipo pack man pois impedem qualquer outra coisa que não seja as quatro direções básicas. No fim das contas, por uma questão de flexibilidade, os joysticks que escolhi são configuráveis de uma forma ou de outra mas os mantive como 8 ways.

Trackball

O último controle que irei discutir será o trackball. Podemos pensar neste controle como um mouse daqueles de bolinha virado de ponta cabeça de modo que você gira a bolinha e não movimenta o corpo do mouse. Aliás, existem mesmo mouses assim. A diferença destes para o trackball de jogos é basicamente mecânica já que o que usamos em arcades tem uma esfera geralmente maior (sendo de 2.7″ a 3″ os valore mais comuns) e uma estrutura mais robusta para aguentar o abuso.

Figura 5

Este controle é muito usado em jogos como centipede e misille command por permitir posicionamento rápido e em qualquer direção de um cursor na tela.

Um dos mais usados é o de 3″ da Suzo-Happ. Extremamente resistente mas bastante caro. Eu optei por uma versão mais prática e barata que comprei de um fornecedor no ebay. Além do preço bem menor este vem com porta PS2, dispensando placa controladora, e 3 botões.

Outros controles

Existem ainda spinners, yokes, flight sticks, volantes, etc mas não irei tocar no assunto pois são controles mais especializados e que eu não pretendo usar.

Esta primeira parte sobre a eletrônica do MameBOX fica por aqui. Na próxima falarei como ligar tudo isso no PC. Até lá!

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MameBOX: O Gabinete – Parte 1.0

July 11, 2011

Como este projeto está sendo algo de assíncrono, vou fazer posts divididos por partes, de acordo com o que eu estiver fazendo neste momento. Vamos começar falando sobre o gabinete. Considere isso a contra-parte do software pois afinal, software é o que você xinga e hardware é o que você chuta ;)

No meio do texto você vai encontrar “dicas do front”. São coisas que aprendi durante o processo e que podem parecer óbvias para quem tem experiência mas que foram, ao menos para mim, dores de cabeça que eu poderia ter evitado caso soubesse com antecedência.

No post anterior eu já havia dito que procurei fazer um projeto simplificado, com bastante tolerância à falhas mas que ainda tivesse uma cara de arcade. Escolhi uma variação do projeto LuSiD que é a base de muitos outros projetos que encontramos por aí. A principal diferença, estruturalmente falando, é que resolvi embutir o conjunto de controles no corpo do gabinete, ao invés de deixa-lo para fora. Isso simplifica a construção. Aqui temos os planos básicos feito no qcad e aqui um PDF dos mesmos.

A Construção

O material

Resolvi fazer o gabinete todo em MDF de 18mm, com acabamento em preto nas duas faces. A vantagem desta opção é que o acabamento já está lá, dispensando pintura ou aplicação de outro acabamento. A desvantagem é que precisa tomar muito cuidado ou o acabamento ficará arruinado, seja por cortes acidentais, arranhões ou ferramentas erradas que arrancam o folhado nas bordas. As folhas geralmente são vendidas em placas individuais de 275 x 185. Esta última medida dá uma ótima altura para o gabinete. Cada folha destas custa de R$ 150,00 a R$ 250,00 dependendo do tipo de acabamento.

Dica do front: Peça que o fornecedor corte para você a folha em 3 partes mais ou menos nas dimensões brutas das laterais. Muitas lojas fazem isso antes da entrega, de graça ou por uma pequena taxa. Isso ajuda muito na manipulação pois uma placa nestas dimensões é bem pesada.

As outras opções também válidas são:

  • MDF mais fino. É mais leve e mais fácil de trabalhar mas exige reforços internos para evitar que fique “bambo” e deve-se ter mais cuidado com a carga de um monitor CRT que pode pesar bastante.
  • MDF crú. Opção melhor para quem quer pintar o gabinete.
  • Compensado. Apesar do que muitas vezes se pensa, é tão bom material quanto o MDF mas exige mais cuidado e habilidade durante a construção pois a granulação maior desgasta com mais facilidade.

Se usar compensado ou MDF crú, outra opção de acabamento além da pintura, é a aplicação de fórmica o que dá um aspecto bem “retrô”.

As Ferramentas

Ah, ferramentas, uma das paixões dos homens. Claro que tudo pode melhorar, mas eu divago :)

O maior desafio em um projeto como este é, em minha opinião, fazer os cortes, especialmente os maiores, com precisão em em linha reta. Quando eu digo em linha reta, quero dizer nas 3 dimensões pois, embora você possa sempre fixar uma régua para forçar a ferramenta de corte a manter um direção constante, ferramentas como serras tico-tico tem a tendência de entortar quando cortando tábuas grossas. Assim sendo, recomendo fortemente uma serra circular ou melhor ainda, uma de bancada. Se você tiver acesso a um CNC então, me diga e eu ficarei aqui morrendo de inveja pois, para um projeto como estes, é o paraíso.

Dica do front: Eu comecei com a tico-tico mas depois fui obrigado a comprar a serra circular. A diferença na velocidade e precisão dos cortes é imensa. Foi muito mais fácil cortar a segunda lateral, já com a serra circular.

Além disto, temos o básico como trena, esquadro, réguas, lápis, furadeira, serras copo, garras (sargentos), etc. Outras ferramentas que não são essenciais mas que ajudam são lixadeira, transferidor e mini-drill.

Uma bancada é muito bem vinda mas você pode também improvisar com boas cadeiras de madeira resistente mas ficar fazendo cortes abaixado vai deixa-lo com dores nas costas. Eu fiquei.

Não se esqueça também da sua segurança e saúde usando máscara, óculos e luvas. Depois que eu vi como foi fácil eu cortar 10 cm de uma cadeira sem nem ter notado, por puro descuido, com a serra circular como a que citei acima, passei a respeitar muito mais esta ferramenta imaginando como teria sido fácil ter sido meu dedo no caminho. Para quem já foi membro de CIPA é até vergonhoso admitir.

Começando a construção.

Antes de mais nada, uma palavra de incentivo: você provavelmente vai fazer algo errado :) Não estou falando isso para desanima-lo mas para não se deixar abater. Embora as instruções aqui sejam simples e fáceis de seguir, se você, assim como eu, não tem experiência com trabalho em madeira, vai fazer alguma bobagem mas, com sorte, pequena o suficiente para que possa ser consertada. Eu fiz. Várias.

Minha sugestão é que você comece pelas laterais, cortando primeiro um retângulo com dimensões levemente superiores ao necessário e então riscando e cortando o formato desejado. No caso do MDF preto, é difícil marcar as linhas. Eu usei com relativo sucesso já que não tinha muita precisão. O processo que usei foi:

  1. Marcar as dimensões com giz.
  2. Prender com os sargentos uma régua para servir de guia para o corte.
  3. Fazer o corte com a serra circular.
  4. Fazer o corte final nos cantos com a tico-tico se necessário.

O corte mais complicado é o interno, onde vai o monitor. O que fiz foi começar com um corte grosseiro vindo de fora para tirar o máximo que pude do meio e depois cortei com a serra circular do centro para as bordas.

Dica do front: Lembre-se que a serra circular não faz cortes retos no sentido vertical como a tico-tico então algo sempre sobrará embaixo para acerto fino posterior.

Uma vez que o primeiro lado estiver pronto, o segundo é mais fácil: deite o primeiro lado sobre a outra parte previamente cortada, trace o contorno e corte.

Depois da segunda lateral pronta, você pode notar que mesmo traçando o perfil da primeira, as duas metades não se ajustam perfeitamente. Este ajuste não é extremamente necessário mas, se o faz sentir melhor, ajuste as faces maiores das duas metades uma sobre a outra, prenda-as com os grampos, trace linhas de como a tirar as diferenças, aumente o corte da serra circular para cortar as duas peças ao mesmo tempo e mãos à obra. Conforme eu disse anteriormente, este desenho admite algum erro nas medidas sem comprometer o resultado final, um centímetro (ou mesmo alguns) a mais ou a menos não importam contanto que o monitor escolhido caiba dentro e que o painel esteja na altura adequada que eu estimo entre 90 e 100cm.

Bom, este é o ponto a que cheguei até este momento. Pretendo amanhã começar as peças de suporte internas. Como são todas basicamente retângulos, deve ser bem tranquilo.

Aguardem o próximo post!

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MameBOX: conceitos e rascunhos

July 10, 2011

A ideia

Eu sempre gostei de videogames e gastei muitas horas e fichas em fliperamas a 25, 30 anos. Embora goste de alguns jogos modernos (Portal 2 é meu favorito neste momento), sempre pinta aquela saudade e vontade de rever antigos sucessos, tanto pessoais quanto de público como PacMan, Galaga, Street Fighter, Mortal Kombat, Centipede e QBert. Para isso existem os emuladores mas jogar algo como Street Fighter no teclado do computador não é a mesma coisa. Claro que eu poderia comprar um controle de arcade e ligar no PC mas o saudosismo nesta hora fala mais alto e nada supera um verdadeiro gabinete de arcade, em pé, com os controles na sua frente e o CRT brilhando na sua cara. Pensando nisso resolvi que teria um gabinete completo, daqueles que haviam em fliperamas espalhados por aí e que ainda hoje se encontram em bares e shopping centers. Já conhecia a parte do software, isso para mim é naturalmente a parte mais simples mas precisei estudar muito e aprender sobre os controles, tipos e confecção de gabinetes, tipos de interface e como juntar tudo isso em um arcade.

Vendo a coisa toda junta, existe quaro possibilidades:

  1. Comprar um pronto. Eu vi anúncios de gabinetes novos, montados e completos, com Mame e outros emuladores instalados (chamados de “multijogos”) pela bagatela de R$ 3500,00 a R$ 5000,00.
  2. Comprar um gabinete usado de fliperama e trocar os componentes internos. Se você der sorte de achar um em bom estado (já vi anúncios de R$ 350,00 a mais de R$ 1500,00) pode ser uma ótima já que você terá um gabinete autêntico mas existem vários fatores a considerar:
    • A estrutura do gabinete está em bom estado? Lembre-se que são equipamentos antigos, em madeira (mais provavelmente compensado) que sofreram abusos por anos então é certo que terão ao menos arranhões e marcas que precisarão ser arrumados. Muito cuidado também com cupins.
    • Lembre-se que o painel com os controles é a essência do gabinete então é o ponto quer mais merece atenção. Os controles estão todos funcionando bem? Dá para adaptar ao PC (usando um adaptador Jamma por exemplo)? Caso contrário, o painel permitiria a substituição por controles novos? A disposição dos controles é boa para você? Permite dois ou mais jogadores?
    • O monitor está em bom estado, sem manchas (praticamente impossível)? A estrutura suportaria outro no lugar? Lembre-se que este monitores não suportam placas de vídeo modernas sem um bom trabalho de configuração (são geralmente limitados em 15KHz) e normalmente precisam de uma interface específica que custo por volta de US$ 150,00.
  3. Mandar fazer o seu gabinete. Boa sorte. Eu não achei um só marceneiro que se dignasse a ao menos fazer um orçamento. Pode ser um problema local já que Joinville, onde eu moro, tem um caso crônico de maus profissionais na área de serviços. Ótima opção se você tiver um bom projeto em mãos já que o acabamento será (ou ao menos teoricamente) ótimo.
  4. Fazer o seu do zero. Foi a opção que escolhi apesar da minha quase zero experiência com construção em madeira. Realmente não é tão complicado pois o desenho não precisa ser muito preciso mas aprendi, a duras penas, que certas ferramentas como um serra circular e uma tico-tico (mais sobre isso em posts futuros), são indispensáveis.

O Projeto

Podemos dividir o projeto todo em 3 partes: gabinete, eletrônica e software. Neste primeiro post vou falar sobre os três por alto e depois detalhar cada um deles.

Gabinete

Se o jogo é a alma, o gabinete é a cara do projeto e poderá variar do incrível ao desastre dependendo do que você fizer. Existe uma quantidade enorme de projetos online, eu não vou me dar nem ao trabalho de apontar alguns. Existe também uma variedade de tipos de gabinete mas vou me focar no tipo que escolhi, o vertical também chamado de tipo cabaré que é o mais comum em fliperamas da época.

A grande vantagem deste modelo é que as linhas básicas são parecidas mas ele admite um grande flexibilidade para personalização, uma variedade praticamente ilimitada de combinações de tipos de controles, é bem tolerante a erros e bem simples de construir por ser basicamente uma caixa em pé. Abaixo o desenho que estou usando visto de lado. Depois irei postar os arquivos qcad.

Como podem ver, simples mas ainda lembrando um gabinete clássico. A ideia foi simplificar de modo a poder ser feito em casa mas se você tiver acesso a um CNC, claro, o céu é o limite só tome cuidado para não exagerar ou o resultado ficará ridículo.

Sistema Eletrônico

Por sistema eletrônico entendemos o computador em si, monitor e comandos. O PC é uma placa atom mini ITX e para ligar tudo, uma interface ipac-2. Para emular jogos antigos, praticamente qualquer CPU que você tiver encostada serve mas se você quiser rodar emuladores de PS2 ou mesmo alguns jogos mais antigos mas vetoriais, será interessante uma CPU mais potente. Como meu foco é os jogos que o Mame roda, não me preocupei com poder de processamento mas com pouco calor gerado e baixo ruído. O ponto a tomar mais cuidado nesta etapa são os controles. Neste projeto estou usando dois conjuntos de joysticks com 8 botões e um trackball e em posts posteriores entrarei em detalhes de como e quais comprar, como ligar e configurar.

Software

Você já conhece a ladainha, se não tem a ROM ou o jogo original, você não tem o direito a usar o mesmo no emulador mas isso tudo você já sabe e não vou hipócrita para dizer o que você deve ou não fazer, só não me peça para dizer onde conseguir ROMs, BIOS, etc. Meu próprio software (mais sobre isso depois) eu disponibilizarei sob licença GLP e os emuladores estão nos repositórios. O resto é por sua conta e risco ;)

Como base usaremos uma versão bem enxuta do Ubuntu que irá automaticamente rodar o lançador (na versão inicial será o WahCade!) e este irá lançar o emulador e jogo selecionado. Estou trabalhando no meu próprio lançador que irei disponibilizar assim que tiver ao menos uma prova de conceito funcionando mas por enquanto, usaremos o WahCade!.

Pois bem, esta foi a visão geral por hoje. Estou trocando o preciosismo da escrita por uma comunicação mais dinâmica então perdoem a falta de estilo :)

Durante a semana trarei novidades sobre o gabinete e detalhes de construção. Até lá!

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Novo projeto: MameBOX um guia completo para criar seu próprio arcade, do gabinete aos detalhes gráficos

July 9, 2011

Olá pessoal

Após uma longa, cansativa e fria semana no FISL (agradeço muito à galera que apareceu por lá!), tirei alguns dias de folga para me dedicar a alguns reparos domésticos (a famosa lista “honey do”) e a um projeto antigo, meu próprio gabinete de arcade ou fliperama como alguns chamam. Neste momento já tenho o software básico pronto (baseado em uma versão bem enxuta do Ubuntu), estou construindo o gabinete (sim, eu mesmo com serra, trena, etc. Quem me conhece sabe que passo longe de trabalho braçal mas desta vez resolvi dar uma de marceneiro) e pretendo documentar todo o processo embora eu não vá tirar fotos da construção e explico o porquê: existem diversos sites que fizeram isso e, apesar de ser bacana, não dá uma ideia muito boa dos detalhes e, como diz o ditado, é aí que o Diabo mora. Além disso, MDF gera um pó muito fino e não quero expor meu equipamento eletrônico, especialmente minha máquina fotográfica a ele. Vou documentar o processo que estou usando, inclusive os macetes que estou adquirindo no processo e, se achar que realmente precisa de uma foto, irei tira-la. Eu estou usando uma técnica de construção bem simples e deve ser muito fácil reproduzir meu trabalho com as instruções que irei disponibilizar. Espero ter o básico do gabinete pronto até amanhã e o painel de controles (que é o mais complicado) durante a semana. Aguardem por mais novidades e planos!

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Canonical no FISL 12

May 4, 2011

Se você visitou a página do FILS 12 recentemente, deve ter notado que a Canonical aparece como patrocinador Gold. Assim, gostaria de anunciar que, pela primeira vez, estaremos lá com força total. Se alguém tiver sugestões sobre quem ou o que gostaria de ver no evento deixe seu recado nos comentários. Assim que tiver mais novidades, volto a postar aqui.

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Vagas para equipe de hardware (desktops, notebooks, tablets e servidores) e sistemas operacionais (linux, windows e android).

March 14, 2011

Desta vez não é para a Canonical :)

Um amigo que vai representar uma multinacional que irá se instalar no Brasil no segundo semestre, pediu que eu ajudasse a divulgar as vagas abertas para criação de uma equipe de engenharia. Por razões comerciais e legais, maiores dados serão divulgadas apenas aos selecionados na primeira etapa após assinatura de NDA.

Esta equipe técnica será composta por 5 ou 6 pessoas com salários iniciais bastante competitivos e será estabelecida em Santa Catarina ou Paraná. A cidade ainda não foi definida mas Curitiba, São José dos Pinhais, Joinville e Florianópolis são fortes candidatas.

O candidato ideal deverá ter:

  • Formação em exatas, preferencialmente em TI.*
  • Certificação LPI-1 ou maior. Outras certificações relevantes como UCP e RHCE são pontos positivos.*
  • Inglês fluente.**
  • Experiência extensa com GNU/Linux (ênfase em Ubuntu) e/ou Windows relacionado à depuração de problemas de hardware e software.
  • Experiência com hardware x86.
  • Experiência de trabalho em campo, atendendo diretamente ao cliente.
  • Disponibilidade para viagens (de 25 a 50% do tempo) inclusive internacionais.

* Experiência relevante pode ser substituta para estes itens.

** Único item realmente eliminatório, será conduzida uma entrevista em inglês por telefone ou pessoalmente com alguém da matriz da empresa.

Alguns diferenciais e outras características desejáveis:

  • Experiência em desenvolvimento de device drivers para Linux e/ou Windows.
  • Experiência em desenvolvimento Android.
  • Conhecimento em linguagens Python, C e C++.
  • Experiência com processadores ARM (hardware e software).
  • Experiência em desenvolvimento de sistemas embarcados.
  • Possuir visto B1/B2 para os EUA.
  • Conhecimentos de Espanhol, Alemão, Francês, Coreano, Japonês ou Mandarim.
  • Experiência com hardware de servidores do tipo Blade.
  • Experiência em virtualização.
  • Possibilidade de morar no exterior por um período de alguns meses para treinamento e intercâmbio com outros engenheiros.

Procedimentos para candidatar-se:

  • Enviar currículo em inglês com carta de apresentação incluindo pretensão salarial para o email vagas_atf at linuxembarcado ponto com ponto br colocando como assunto a sigla ATF331 e seu nome completo, exemplo “ATF331 – José da Silva”.
    • Apenas formato PDF será aceito. Outros serão descartados automaticamente.
    • O currículo deverá ser formatado em A4 e ter os seguintes assuntos, necessariamente, nesta ordem:
      • Dados pessoais básicos (nome completo, endereço, telefones e emails de contato).
      • Experiência profissional, do emprego atual para o mais antigo. Incluir motivo de saída.
      • Educação (apenas último curso se for apenas graduação e eventuais pós-graduações).
      • Certificações.
      • Cursos relevantes.
      • Línguas.
  • Aguardar contato que deverá ocorrer entre Abril e Maio com maiores informações. Se você não receber contato é porquê seu currículo não foi aprovado na análise inicial.
  • Apenas currículos de interessados devem ser enviados. Terceiros ou agências serão sumariamente ignorados.

Uma nota pessoal: eu não estou autorizado a fornecer quaisquer outras informações. Comentários com perguntas desta natureza serão apagados, ok?

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Qual componente escolher levando em consideração a compatibilidade com Ubuntu?

February 10, 2011

Você é daqueles que monta seu próprio desktop e olha em detalhes a especificação do notebook antes de comprar? Quer saber se aquele chipset da Broadcom vai funcionar no Ubuntu 10.04 e 10.10? Seu problemas acabaram! A Canonical desmembrou o sistema de certificação por componente então basta procurar os componentes que você quer nesta lista para ter certeza se foram testados e com que versão do Ubuntu.

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